[No escuro ouve-se uma voz doce e gentil]
-Escuro só recorro a ti quando a minha alma sofre quando o meu coração esta pesado e as palavras me sufocam.
Já nem sei se é sina ou destino, mas o meu caminho por mais incerto tem sempre um fim. A perda.
Como se o vento com um sopro leva-se tudo o que as minhas mãos cansadas construíram.
Às vezes pergunto-me se o vento brinca comigo...
Pois também me traz de volta o que mais desejo com um simples sopro.
Será? Será que é isso , ele quer me enlouquecer.
Já não basta as tempestades que ele provoca ainda me quer enlouquecer.
Mas para isso basta, basta um simples e único sopro.
[A voz deixa-se de ouvir,poucos segundos depois ouve-se,mas desta vez com um tom de amargura]
-Gostaria de conversar com ele.
O porque de ser sempre assim.O porque de tentar levar a loucura uma simples mulher cujo o maior desejo é ser feliz.
Fazer o seu castelo na areia cheio de Alegria,Força,Paz,Amor,Amizade......
Será assim tão difícil deixar em paz tal pessoa?
Se calhar já estou louca.
Dou por mim a falar para o vento que entra pela minha janela, sorrateiro para não acordar mais ninguém. Já é tempo de me levantar e fechar a janela.
Começa a fazer frio.
[Angustiada a voz descreve o seu caminho até a janela.]
-Levanto-me dou passos em frente,mas a meio já me rastejo desta vez não tenho força para os levantar o cansaço é tanto, depois olho para o céu para ver se encontro a minha companheira de longas noites, a Lua.
Está pálida e serena a vigiar quem dorme ou quem não dorme.
Lá esta o vento de novo!
Arrepio-me o vento está frio é como que se me estive-se a expulsar dali para me ir deitar.
Assim vou para trás para a minha cama. Lentamente deito-me e fecho os olhos na esperança que amanhã o vento me traga o que levou de mim .
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