segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Desculpa*

Desculpa não ser o que tu gostarias.
Desculpa ser a tua desilusão, o teu sofrimento.
Desculpa por existir!

Culpa-me de tudo não me importo.
Mesmo que não tivesse a culpa sinto-a a roer a minha alma.
Sem piedade, sem deixar qualquer tipo de pena de mim própria.
Desculpa se fui uma perda de tempo, um contratempo.
Uma ilusão mascarada de sonho, uma luz cheia de sombras.

Não tens culpa nem eu mas é tão fácil culparmos a nós próprios para diminuir o sofrimento.
O sofrimento causado por um olhar num momento tão oportuno.

Que fez fluir a atracção de dois corpos.
Que cegou duas almas perdidas a procura de um abrigo.

Sofrimento causado pelo coração.

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